Nosso Projeto

Público-alvo: alunos dos 8° e 9° anos do Ensino Fundamental II, matriculados no turno vespertino da Escola Municipal Irmã Arcângela.

Objetivo Geral: Discutir temas históricos a partir da utilização do cinema como veículo de ensino e aprendizagem.

Justificativa:

A sociedade da informação como denominada por Alarcão (2003) requer da escola um olhar diferenciado acerca do uso das mídias no processo de formação dos sujeitos e na construção dos conhecimentos. Visando a promoção da interação do conhecimento, tão necessária para as competências que a sociedade do século XXI exige, o papel do professor é o de colaborador no processo de construção e reconstrução do conhecimento e socializador das informações geradas nesse novo contexto.Nessa perspectiva, é necessário que o professor encontre subsídios que possam promover a interação com o conhecimento.
As mídias e os recursos tecnológicos se tornam cada vez mais presente e forte no que se refere a constituição de valores culturais. Aos educadores cabe fazer uso desses recursos tendo em vista o poder de atração que esses exercem sobre os jovens e a sociedade. Dentre os vários mecanismos utilizados pela mídia impressa e televisionada, temos o cinema, materializado pela criação de películas ou filmes.
A discussão de um filme é interessante, pois enriquece as várias formas de percepção. Perceber o que os filmes dizem e o que cada espectador, ao ver o filme, quer dizer, talvez seja a experiência educativa mais profunda que o cinema possa proporcionar. Cinema pode ensinar muito mais conteúdos que os filmes parecem apresentar. Valores e condutas morais estão explícitos ou implícitos na elaboração das películas. O professor deve buscar a natureza dos processos de desenvolvimento da linguagem audiovisual, visto que as mídias audiovisuais têm um papel fundamental como veiculo para construção do conhecimento.
A literatura referente ao uso das tecnologias da informação no processo educacional aponta que o cinema enquanto ferramenta pedagógica possibilita enfocar aspectos culturais, históricos, literários e políticos da organização social.
Sabendo que a relação entre cinema e educação é histórica e que nessa relação texto e contexto se intercruzam tornando-se o texto fílmico um “dispositivo que opera a partir de uma rede de saberes sociais” (EUGENI, 1999, p. 7), estamos propondo a utilização da produção cinematográfica (nacional e internacional) como recurso didático pedagógico para discutirmos junto aos nossos educandos temas históricos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A equipe do Projeto CinEmia

 Prof@ Maxuel Araújo
 Prof@ João Salvador Cardoso
  João Salvador, Ana Karla e Maxuel em sessão do projeto.
"Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhem as mesmas recordações."

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Vamos nos preparar...

Em Natal/RN vivemos dias difícies. A atual gestão municipal segue a cartilha da política brasileira: Educação ZERO para todos e presentinhos para os voto!
Por isso (e outras coisitas mais), mais uma vez, passamos  uma semana sem aula. E que mandaram reformar nossa escola no final do ano, pode? Com certos gestores tudo pode. 
Mas, também temos culpa, professores, pais ou responsáveis e alunos; não nos organizamos, não defendemos nossas opiniões e aceitamos com facilidade o que nos é posto...
Deixando esse discurso de revolucionários , gostaríamos de lembrar que nosso próximo tema trata de revolução, revolta, organização, desejo de mudança, de vida, de grupo, de comunidade, de sociedade. Vamos falar um pouco sobre a Revolução Russa e seu impacto na história.
Se você quiser ir se prerando, além das aulas do Prof° João Salvador , pesquise em sites e livros sobre o tema. No link abaixo você encontrará informações sobre a revolução.

sábado, 22 de outubro de 2011

CARLOTA JOAQUINA - O FILME (5° SESSÃO)

Fugindo das tropas de Napoleão, D. João chega as terras brasileiras em 1808, acompanhado de, aproximadamente, 15 mil pessoas. Carlota Joaquina - Princesa do Brasil, relata com humor a vinda da família real para o Brasil. 
Tendo como eixo a história de Carlota Joaquina ,a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido, se sentindo tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, e tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora, o filme nos aponta os caminhos que foram trilhados para emancipação política do Brasil.
 CARLOTA JOAQUINA

Leia mais sobre Carlota Joaquina no site:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlota_Joaquina,_Princesa_do_Brazil

terça-feira, 11 de outubro de 2011

PARA REFLETIR...

Louvor do Revolucionário

Bertold Brecht

Quando a opressão aumenta
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tostão do salário, pela água do chá
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta às opiniões:
A quem aproveitais?

Onde quer que todos calem
Ali falará ele
E onde reina a opressão e se fala do Destino
Ele nomeará os nomes.

Onde se senta à mesa
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.

Pra onde quer que o expulsem, para lá
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda lá o desassossego.
(  "Lendas, Parábolas, Crónicas, Sátiras e outros Poemas'"
Tradução de Paulo Quintela)

O último discurso de “O Grande Ditador”


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
            Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
            O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.  A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
            A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
            Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
            Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
            É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
            Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!

4° sessão - A ONDA: DISCUTINDO O FASCISMO/NAZISMO

Na nossa quarta sessão o filme visto foi A onda. Dirigido por Denis Gansel, A Onda traz a seguinte trama: Rainer Wegner, professor, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de "A Onda". Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e "A Onda" já saiu de seu controle. O filme é baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

Com temáticas bastante atuais como a formação de gangs, grupos neonazistas (skinheads) e bullying o filme prendeu a atenção do grupo ultrapassando o foco da discussão primeira, que foi de discutir o fascismo, suas características e consequências para a humanidade.


Se você gosta de cinema assista também O GRANDE DITADOR de Charles Chaplin. Neste, Chaplin faz uma paródia de Hitler em uma critica ao nazismo. Veja um pouco do filme:
Mais sobre o filme A onda, visite:

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Maria Antonieta - 3° Sessão

Dando continuidade ao trabalho com as turmas dos 8° anos, assistimos Maria Antonieta que conta a história da jovem vienense que em 1774 torna-se Rainha da França. Nessa película é possível identificar aspectos do período pré-revolucionário. 
Assim, discutimos os motivos que motivaram a Revolução Francesa e suas consequências para o mundo moderno.



Se você quiser saber mais sobre filmes que tratem da Revolução Francesa acesse:

domingo, 9 de outubro de 2011

2° Sessão - O Auto da Compadecida


 

 O cenário dessa história é o sertão da Paraíba, na cidade de Taperoá, contando as histórias e casos populares nordestinos. Com muito humor, o autor fala da miséria humana, da mesquinharia das pessoas, do racismo e da luta pelo poder. Revela os costumes regionais, o caráter religioso e católico dos cristãos e a amizade entre João Grilo e Chicó. 
O autor do livro que originou o filme é Ariano Suassuna. Sua livro é uma peça clássica do teatro brasileiro, escrita em 1955 e publicada em 1957. Virou minissérie de televisão e ganhou uma versão para o cinema.





Assistam um pouco da discussão após o filme...

Para saber mais sobre o livro e o filme click no link:

GERMINAL - a primeira sessão

Nossa primeira sessão aconteceu no dia 06/08/2011 junto aos alunos do 8° anos. Para discutirmos a Revolução Industrial - seus males e benifícios, assistimos o filme Germinal.Este filme é baseado na história da França, como cidade principal tem-se Montsou, a qual dependia economicamente da mineração. O filme em sua grande maioria ocorria dentro das minas de carvão, onde se mostrava o trabalho árduo dos mineiros.
No contexto de germinal é explanado a vida dos operários de minas, onde trabalhavam sofridamente em busca de dinheiro, e o que recebiam nem dava para manter a sua família. Sendo que todos os integrantes desta família trabalhavam, inclusive as crianças.

A primeira sessão foi em uma sala de aula. Apesar do calor e da longa duração da fita, os alunos participaram, colaborando para o bom adamento do trabalho.







 No final de cada sessão ocorre uma discussão envolvendo os temas que o filme apresenta, os conteúdos trabalhados nas aulas de história  e a vida.

O Prof° João Salvador trabalhou também a música Fábrica de Legião Urbana para introduzir  a discussão.
acesse o link abaixo e veja o vídeo: